Monológo sobre liberdade

Liberdade me pergunto  uma vez mais, liberdade que seria?

Diria Sartre : O Homem estará condenado a ser livre 

Diria Espinosa: O homem não nasce livre, mas torna-se livre ou liberta-se

Ao fim me pergunto quando encontramos a essa tal liberdade. 

São os momentos de alegria? De tristeza? Ou aqueles que temos certeza que falhamos completamente? Quando estamos em pleno gozo ou plena desilusão. 

Acho que jamais saberemos. Talvez um leitor muito sábio imagine mas a certeza, impossível!

  Se me perguntasse o que é liberdade agora, nesse exato momento, eu diria: dormir.

Mas talvez, se me perguntassem o que é liberdade quando eu estivesse de coração partido, eu diria amar.

Talvez liberdade seja possibilidades, completos, desejos ou talvez seja assim mesmo sem uma definição exata.

Nascemos sozinhos e morremos sozinhos e ninguém jamais nos impedirá de ambos os feitos, mas ao mesmo tempo durante a chegada e a partida precisamos nos conectar, precisamos que outros se movimentem e nos movimentem, seria isso um principio da liberdade? Ou seria essa somente as escolhas que a vida faz por nós?

Eu sempre paro para refletir sobre esse assunto e a cada reflexão só aumento minhas dúvidas e me torna mais confusa, porque há existência de “n” possibilidades e qualquer conclusão pode ser audaciosa ou precipitada demais.

Todos os dias quando entro no ônibus as seis da manhã, fico observando as pessoas no celular, plenamente concentradas em suas conversas, seus joguinhos e todas as outras vivências da era digital, será que essas pessoas pensam em sua condição de liberdade, será que estaríamos onde estamos se filosofassemos sobre isso? Se algo nos incomodasse mais do que apenas, nossas necessidades de aparência convencional.

Agora em momento de campanha e era eleitoral, eu escuto tanto “liberdade”, pelos que se dizem neoliberais, como por aqueles que só prometem garantir a “nossa liberdade de escolha!”, como se essa garantia não nos fosse natural. São tantas os atentos a nossa liberdade, que ás vezes sinto que morri e estou no inferno procurando a passagem para o divino. Uma baboseira sem fim de tantas pessoas, que às vezes dói pensar que realmente acreditam em suas ideias. Dói menos quando imaginamos que são pessoas cruéis, manipuladoras, que estão tentado se aproveitar da ignorância, essa dor é menor uma vez que, sabemos que essa pessoas irá nos privar a liberdade, e lutamos, afatasmos ignoramos. O que não ocorre quando a pessoa acredita em sua fala, em seu discurso e em seu vazio, em algum lugar simpatizamos refletindo a dor ao nossos próprios tormentos e aí mora um perigo, que nos atinge que atinge os outros.

Tantos caracteres escritos e no fim, não cheguei ao lugar algum,  questiono-me apenas mais uma vez, será que agora estou sendo livre ou estou privando os outros de ser? Estou tendenciado a concordar e/ou a discordar? Será que é necessário essa escolha? Será que é necessário viver o que acreditamos? O que será de fato que nos completa, que nos apaixona e que faz vivermos a profunda sensação de ser livre.

Sigo com os ideiais que sou livre, e que todo que acontece em minha vida vem de minha escolha, mas claro que decepcionada vejo que o determinismo está presente em tantas coisas.

 

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Sexo, livros e neuras.

E como as árvores me destruíram

e me reconstruí em outras formas.

Doloroso, porém respiro.

O sexo na adolescência transformou-se em curiosidade, as informações chegavam um pouco tortas. Embora a professora falasse sobre ciência na sala e explicasse o ato sexual de forma mais biológica possível, ainda sim costumava ter medo de sentar em um banco sem antes limpar ou na beira da privada porque minha amiga ouviu da prima, que ouviu da amiga da amiga dela que estava grávida com 15 anos porque sentou na privada em um bar. Que destino fatal, pelo menos comparado os objetivos que planejava e planejo, conceber uma criança nunca se enquadrou em meus planos.

Freud disse e explicou : A sexualidade é a fraqueza de todos – e a Força.

Certamente a adolescência de outros compões a parte da fraqueza mais os desejos que nós mesmos consideramos bizaros entre outras coisas.

Lembro que foi Marcelo Rubens Paiva que melhor me apresentou o sexo em seu livro “Feliz Ano Velho”, uma vez encontrei com ele em Suzano, queria agradecer mas pegava super mal, além do meu pai estar comigo só tinha 16 anos e falar que suas fantasias eróticas literárias ajudaram a entende a minha, não era uma boa ideia.

Na época desse encontro com o escritor, eu já tinha até experiência sexual, o que me fazia refletir muito todo aquele alarde, aquela história toda, aquela proteção toda, para isso? O sexo me pareceu algo tão normal quanto “cagar”, realmente lembrava da minha professora de biologia, também lembrei do filme Human Nature do Michael Gondry e nada foi tão novo, só o drama maluco dos meus pais achando que eu iria ficar grávida, ou que isso iria traumatizar minha vida ou alguma paranoia louca que os pais sempre vivem por você.

Só para observar que tudo isso aconteceu porque resolvi contar a eles, bom na verdade a mãe que mesmo eu pedindo segredo contou para meu pai (inclusive ele fingiu anos não saber, mas ele é péssimo mentiroso), de qualquer forma isso é uma observação muito pequena.

Sempre me cuidei em minhas experiências sexuais e nunca “deu merda”, só briga, mas conto depois. O que eu acho incrível é que tanto tempo tantas pessoas me previniram sobre o sexo e nunca ninguém me preveniu sobre as paixões e os amores.

Arrisco-me até a dizer que as pessoas vendiam a ideia mais linda do mundo, “o amor é sempre lindo”, como é lindo se apaixonar e Blah, Blah, Blah. Os únicos honestos comigo até então foi o Bentinho de Machado de Assis e a personagem Helena (causa da destruição de Tróia e da Ódissea de Ulysses), mas ninguém liga muito para os livros né?

Escritores parecem ilustrar demais as coisas…inclusive exagerei um pouco agora, né?

Realmente amar e a sensação de estar apaixonado é incrível mas senti falta, de orientações, de saber que as pessoas não seria uma versão encantadora e maravilhosa todo o tempo, que existem contratempos, que existem desavenças, que há relacionamentos absivos, e todos os milhões de problemas da vida a dois.

Sinto falta dessa conversa durante a minha adolecência e nos dias de hoje, de conversar sobre comportamentos e atitudes. Sobre a relocionamento consigo mesmo e com próximo, embora em nunca tenha tido muita referência feminina durante a adolêncencia, tenho minha mãe mas as conversas só foram as ‘necessárias’ para uma boa formação, eu sempre tive um tanto romântica em relação a algumas pessoas, contudo a vida se encarregou de me ensinar que a maioria dos relacionamentos que a gente vai ter na vida e a descrição do Cazuza em ” Faz parte do meu show” isso sempre me doeu,porque no geral está todo mundo querendo ser amado só que é difícil querer ser amado sendo sacana, né?



No momento eu tenho um relacionamento saudável na minha vida, mas ainda assim me questiono. Por que não falamos da realidade e da complexidade amar ? Por que preferimos fingir? Por que preferimos tentar viver uma utopia? Tantas vezes caímos em uma armadilha perigosa nos prendendo ao erótico e esquecendo o respeito pelo outro ser.

A gente está falando sempre tanto de sexo, enquanto devia falar dos nossos desespero, das nossas paixões e do que nos mantém vivo, claro que sexo é ótimo e deve ser falado, orientado e esclarecido (que ainda sim é o tema de mais Tabu na sociedade ).

Que custa falar sobre os dois? Misturar os dois? Se aprofundar nos dois? Falo sobre a conversa de sexo e interseção entre as pessoas.

Me incomoda muito como vamos nos tornando robóticos, porque assim como toda necessidade biológica sexo também pode machucar e como toda necessidade emocional, destruir. Se inclinar para essas relações superficiais lembra meus últimos que escolhia meus namorados por serem engraçados e bom de cama (me julgue eu era escrota) e meus anos se resumiram em amor =}frustração =}prejuízo.

Enfim, não quero contar os fins mas posso resumir como: lamentável.

Nesse meio tempo li Zorbas e acrescento que me trouxe grande reflexão sobre o assunto, embora o livro traga o personagem machista, as reflexões filosóficas são “divinas”.

Finalizo finalmente, meio não dizendo nada e dizendo tudo porque não dá para orientar alguém sobre amor e sexo, tudo isso é escolha. Se você não sabe amar também é escolha e não é acaso. Então reflita, traga consciência, faça um café e leia uns livros.

MULHER

Essa não é discussão só de feminista.

Infelizmente, é um fato.

Literatura não tem espaço. E quando tem, mulher é personagem ou apenas um pleonasmo vicioso escrito em livros por pessoas que jamais souberam a dor de uma menstruação.

E agora que já nos inserirmos no tema a ser apresentado aqui deixo claro que em nenhum momento quero desmerecer homens que escreveram sobre mulheres, embora essa escrita na maioria das vezes parta de uma complexidade que ele supõe na visão masculina e não de fato como é sentido pela mulher e não só partindo desse ponto, como é o mundo na visão da mulher. De mulher distintas, de várias classes e com referências distintas?

Como será que é ler Carolina de Jesus e longo em seguida Anïs Nin, ler Florbela Espanca e depois Jane Austen? Mulheres com histórias e culturas tão diversas, de personalidades tão diversas e de vivências incríveis, com talento tão significante ou até superior a diversos homens, e simplesmente esquecidas ou ignoradas.

E se você, se questiona qual a razão. Nem eu sei como responder. Mas talvez entre na tese que congelamos.

Será que você já se perguntou quantos livros escritos por mulheres você já leu?  Ou quantas mulheres escrevem? E porque os livros escritos por mulheres em geral são considerados “romance barato”?

No ano de 2016, comecei a participar do projeto Leia Mulheres na cidade de Manaus. O projeto percorre o Brasil inteiro tendo sido idealizado em São Paulo inspirado na proposta da escritora Joanna Walsh que em 2014 desafiou a todos a lerem mais escritoras. O projeto é incrível além de discutir questões políticas, de gênero percorremos sobre os caminhos infelizmente ainda misteriosos da literatura feminina. Onde nós própria mulheres as vezes somos também assassinas de nossas amigas e irmãs reproduzindo um comportamento retrogrado e estúpido.

Ao escrever este texto, vou lembrando do filme Màlena e da cena de agressão por mulheres, lembro que Maria para ser santa necessita ser “Virgem”, e ainda agora na copa vejo os milhões de brincadeiras estúpidas contra mulheres e o assédio que não tem fim.

Mesmo sendo seres de intelectualidade indiscutível, de conhecimento profundo, de capacidade imensurável assim como todo e qualquer ser humano, ainda assim somos enxergadas como um objeto de prazer, um ser procriador. É triste escutar até as próprias mulheres definindo gênero por caráter com frases como:

  • Prefiro trabalhar com homens
  • Homens não são temperamentais.
  • Mulheres são fofoqueiras.

Isso além de perpetuar o machismo e a desigualdade só expõe mais o nível de ignorância dessa pessoa, quando toda e qualquer pessoa pode ter uma variação de humor e inúmero valores e atitudes.

Voltando a literatura, mesmo quando uma mulher começa a ser exaltada pela sua obra, ainda sim algum homem questiona a sua originalidade e o valor da obra, mesmo clássico atemporais como os livros de Virginia Woolf ou Clarice Lispector trazendo para o espectro brasileiro, são poucos vislumbrado pelos críticos ou até mesmo pelos amantes dos clássicos, claro que a sociedade vai melhorando e vamos conquistando mais espaço, mais ainda sim cabe a provocação: se tivemos a sensibilidade de ler o mundo através do espectro, do olhar e dos apontamentos feitos pelas mulheres em seus livros, que impacto isso teria em nossa sociedade? Seríamos melhores? Ou os mesmos?

 

Decepções amoras: Carta ao ex-namorado

 

 

Querido,

escrevo essa situação lamentando ter te conhecido, lamentando sua existência e praguejando até mesmo Deus e o Diabo, que não faço ideia de onde a semente que trouxe você ao mundo nasceu, mas só digo que maldita seja!

Peço ainda educadamente que devolva o meu cachorro, afinal desde quando iniciamos o nosso relacionamento quem gostava de cachorros era eu, e você só gostava daquele seu video-game ensebado cheirando a gordura e suor, de me fazer de empregada doméstico e de ficar assistindo filme pornô.

Pedro não sei como comecei a namorar com você, só lembro que você foi a primeira pessoa que beijei, e ainda me fez não querer beijar mais ninguém desde que aquele caroço de feijão pulou na minha boca, sem falar as nossas péssimas experiências de sexuais e as diversas vezes que você me humilhava em voz alta na fila do cinema ou na mesa do restaurante, que definitivamente me fizeram terminar com você.

Não entrarei mais em detalhes porque me causa naúseas toda o seu abuso sobre mim, no entanto, agora me tornei uma  pessoa mais  forte e até ouso dizer que decida, por isso lhe escrevo ainda com um pingo de educação coniderando os bons momentos e minha nova persona.

Quiçá você pense que sou uma pessoa tóxica, acredito que eu seja e você incitou isso. Ainda lembro quando conheci seus pais, foi uma ótima experiência, sua mãe fazia aquele bolo de fubá maravilhoso e seu pai sempre muito gentil, se retirava da sala sempre que eu chegava e não contente em me receber de forma tão respeitorsa, ligava a TV no último volume.

Como queria eu ter a maturidade que hoje me rege para deduzir que você seria uma especie de espelho daquela figura.

Lembro também que você ameaçou terminar comigo porque eu tinha saído sem sua autorização, veja se pode uma coisa dessas, eu iludida me deixei cair nessa conversa fiada. Mas você até que fez algo útil ao final Pedro, comprou o nosso cachorro.

E assim, foram momentos felizes.

Quando você só voltava do trabalho a meia-noite eu conversava com meu cachorro, ele às vezes dormia comigo, quando você só aparecia na manhã seguinte, ele também me acompanhou quando me formei, na academia, nos meus ganhos, e nas minhas dúvidas.

Na verdade Pedro, você me deu um substituto de marido, acontece que não dá para colocar patente tão alta para o bichinho, mas posso dizer que ele é meu mais sincero amigo.

Então evite destruir ainda mais minha alma, e tenha consciência que aprendi com  você tais ofensas.

Seja digno e me devolva o cachorro vivo, bem cuidado e limpo.

Não quero lher ver, deixe na porta de casa, toque a campanhia e evapore.

Não leia se você quiser dormir depois!

 

ZATS

Lalita Lopes

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– powww pooww pooowwwwwwww
– Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
– Apaga a vela Eustácio.
– Presta atenção, se apagar começa a guerra.
– A guerra já começou, não escutou os tiros?
– Eles não ouviram seus tiros eles só acordam no escuro.
– E quando a vela apagar?
– Vamos achar outra.
– E se não acharmos? Se morrermos?
– Vão enviar uma carta, talvez a gente passe na TV, gêmeos mortos na guerra.
– Então é melhor a gente morrer, vou apagar a vela.
– Apaga a vela seu burro, mas fica vivo não é para morrer.
– Mas eu quero ir para a TV.
– Mas podemos ir como heróis – barulho de tiro.
– Apaga a vela eles estão atirando.
Os tiros se espalhavam por todos os lados na cabana, pedaços de lençóis
espalhados, mas o garoto ainda sobrevivia. Os Zats eram muitos mas
Eugênio sabia que poderia confiar em Eustácio afinal, ele já tinha
experiência com os ZATS, as crianças não queriam aquilo, mas afinal se
tratava de sobrevivência.
– Veja eles se aproximam
– Agora é nossa chance de destruir todos. Ati…………
Antes que Eustácio completasse a frase, a luz se ascendera.
– Matamos?
– Matamos quem Eugênio? É hora de dormir, você….

– Promete?
– Sim.
A mãe se aproximou deitou a cabeça de Eugênio no colo e esperou,
esperou o sono profundo que apenas o colo materno é capaz de gerar.
Olhou e riu-se, afinal de onde esse garoto havia inventado tanta coisa, foi
afastando-se e apagando as luzes. Finalmente poderia dormir.
Um pouco antes das 5 da manhã, os pais já estavam
lutando rumo a sua jornada diária. A mãe tomava banho e o pai preparava
o café…
– PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAEWWWW
– Vai dormir Eugênio- gritara o pai enfurecido, atrapalhara o sono de
todos e estava fazendo uma barulheira aquela hora.
– Vai ver seu filho, ele só quer atenção.
– Vai você que está mais perto.
– Estou saindo do banho, vai logo homem!
Ao chegar no quarto o pai entrou em um silêncio profundo, um ar
sufocava sua garganta, uma mistura de grito e choro, não havia um
Eugênio, apenas sangue, brinquedos quebrados e lençóis rasgados por
todo o quarto, arrastando para conferir que se tratava de uma brincadeira
mórbida avistou a pequena mão do garoto que apontava para riscos
sangrentos dizendo:
NOS GANHAMOS A GUERRA!
A mãe que ficara perturbada com o silêncio da casa dirigiu-se ao quarto,
a reação foi a mesma, aquele colapso que não permite um grito, olhou
para o pai e escondeu silenciosamente em sua perturbação, afinal não
deveria ter apagado as luzes. Os Zats estavam lá.

Genêsis

Me recordo de não ser nada.

De não ter nada.

De apenas escrever nas paredes, nas bulas

e dos gritos da minha mãe.

 

Disse que queria ser atriz e fiz ballet, depois foram longos anos de encontro com outras personas que nunca pareciam ser eu e sim uma vontade infinita dos meus pais de realizarem seus sonhos em mim. Ao percurso desfiz seus sonhos, coitados!

Felizmente ou infelimente nunca souberam ou tiveram a sensabilidade de percerber como sonhavam para que eu fosse seu projeto perfeito, a boneca de porcelana, a bailarina de Degas ou a Vènus de Botticeli. Após a adolescência, decidiram que falharam  ou simplesmente aceitaram que houve defeitos em sua linhagem de produção e decidiram aceitar mesmo assim, já que a cegonha não costuma aceitar devoluções maiores de 18 anos.

Que alívio pensava eu, porque sempre tive meus sonhos, mas era complicado alimentar tantas expectativas e ainda de algum modo tentar agradar os pais.

“Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência.”

Sabia citação do Arthur! Aliás, Arthur Schopenhauer meu melhor amigo durante a adolescência. Lia e relia “A Arte da controvérsia” e ao final das contas, pouco entendi. Dizem que ler seus livros causam um estado depressivo, no entanto posso dizer que demora, já que realmente só comecei a ficar meio deprê depois que mudei para Manaus.

Contudo, isso é uma outra história.  A história dos meus pais, minha é de Schopenhauer é que meus pais no final da contas, mesmo com todas minhas crises existenciais e as deles foram as pessoas que me fizeram amar a leitura, a escrita e fizeram com que eu parece aqui incomodada pela minha existência, curisoa e seus mistérios e querendo escrever loucamente sobre tudo, principalmente sobre a minha imaginação levemente pertubada a minha paixão infame pelo suspense, mesmo sendo uma fascinada pelos clássicos e minhas experiências ensaístas frustradas.

Eu já comecei esse blog 19 vezes:

  • algumas vezes eu apaguei todos os posts e comecei do zero como essa.
  • mas eu já tive outros blogs, com outros nomes e paguei inúmeros micos que mesmo só meus amigos tendo acessado, só de lembrar dói meu dente.

Sobre as minhas perspectivas e me conhecendo muito, já comecei a ascender velas, rezar três ave Marias, chamar os espirítos e tudo que tenho direito porque concordo com os Cristãos, mesmo aqueles que não creem na hora que precisam se tornam seres de fé. E preciso escrever, afinal de contas sinto que esse seja a única coisa que me parece um talento natural, meus pais inclusive concordam.  Afinal, gastaram muitas horas que durante minha infância limpando paredes sujas de hieróglifos, afinal até os 3 anos de idade só conseguia me conectar atráves das palavras com os Maias e os Egipcios, mas logo me contaram que eles não existiam e comecei a escrever através do Alfabeto.

Espero que finalmente me agrade do que escrevo, escreverei em um ritmo honesto comigo mesma, busca apenas autenticidade e  que alguém leia e ache interessante algo ou algum conto, no meio da madrugada.

 

Seja bem-vindo e divirta-se.