Destaque

Rotina

E com o tempo vamos nos tornando assim, essa coisa medonha cheia de mesquinharias e egoísmos, monstro macabro que é incapaz de habitar sua própria terra e descansar em seus abismos. Voltados para nossos desejos, alienações e vícios. Tão vítimas de nós mesmos sufocados pela criação do tempo, nossas ansiedades e angústias. Perco me, uma vez que este é o único caminho a seguir, entre todas teorias pergunto-me se a definição de humano está correta. Nossa alma afoga-se em coisas mínimas, as belezas de rostos modificados por cirurgias ao invés da beleza de um sorriso caminhando da alma. A perdição em buscar uma essência que não temos, criar personalidades que se encaixem a uma criação que nunca foi ou será divina, é apenas símbolo da alma das pessoas e talvez das piores delas. E que visão negativa da raça humana me consome, em ser a única que destrói a bel-prazer sua própria natureza, seus próprios semelhantes, seus filhos e não contente, a natureza, o mundo e a vida. A como queria ter aquelas ilusões anteriores de ver só a positividade no mundo, suas belezas, o sol pela manhã, os sorrisos e as crianças aprendendo coisas novas e se tornando adultos melhores para uma geração mais evoluída.  Só me resta fazer um ode aos inventores desses modelos, dessas formas de equilíbrio onde deve existir o ruim para que o bom seja apreciado, no qual deve se existir o muito para existir o pouco, no qual se deve ter um maniqueísmo para que se encontre o ponto exato. Não é uma regra, não se deve nada, equilíbrio e não ver miséria, não ver injustiça, vivermos para nos construir, vivermos para construir e manifestar amor a nós mesmos e aos outros.

Oh! Sofrência? => CORDEL

Sofro neste mundo que nada faz sentido. Então canso, porque sofrer é bem sofrido! Chega de sofrer, chega de lágrimas e dessa depressão de alguma forma patética atraente. Tem tanta coisa para se fazer e eu fico choramigando, vou definitivamente para a psicóloga —oppsss—– já faço terapia há séculos!  – Até digo que terapia ajuda e muito mas, demora quando você não colabora muito. Bom, neste caso só me resta fazer a melhor coisa do mundo, escrever meus pensamentos, dançar, correr e outras coisas mais que deixam meu cérebro feliz  e refletir sinceramente e de forma honesta:

  • Causa
  • Motivo
  • Razão
  • Circunstância

    Como já ensinava o quase Freud – Grande professor Girafales. Após descobrir, falar pra mim mesma sem me dignificar a análise ou a razão que me faça encasquetar e mergulhar no deep deprê de vez : “Cara, que merda eu to viva e isso que importa ” daí leio um poema da Ruth Rocha, sempre verdadeiro em muito bem humorado, e não melhora e não alivia só me toco que a vida tem autos e baixos e que toda doença, todo sofrimento tem cura e se não tiver cura, bom resta só morrer.

    Morrer?! – Sim! … no entanto morrer, não parece atrativo, não parece legal, na verdade pela sociedade é atual é considerado bem “No cool” então, morrer está fora das cogitações exceto quando você está tipo quase uma múmia.
    Então assim, não tem uma receita muito boa para essas coisas, na verdade não tem receita, escrever me ajuda totalmente mas, as vezes só olhar pro meu cachorro e as vezes só ficar pasmada olhando pro nada e refletindo e as vezes nada ajuda mas, entendo que é só um momento.  Em todo caso, há um remédio secreto e infalível para a sofrência e esse se chama literatura de Cordel. Sinceramente, mesmo quando o texto não é ‘bonito’, romântico ou positivo mesmo, uma PUTA crítica social consegui transmitir em cada rima um alto astral de gente cheia da raiz que não se atinge por nenhum mal. ===> hahahhahaha

“Deixo a dica desse escritor

que até então não conhecia

provavelmente ele  vai pro céu

com Deus e Ave Maria

Porque literatura de cordel

Só escreve quem tem sabedoria”

AMERICANALHANDO

 

Cordelista: Allan Salles

A cultura americana

Há muito tempo invadiu
Com um monte de leseiras
Pelo mundo e no Brasil
Já tô ficando arretado
Com tanto lixo enlatado
Porra! Puta que pariu!

E tem um tal de Piu Piu
Frajola um gato safado
Que vive a fim de comer
Um passarinho viado
“Acho que vi um gatinho”
Assim fala o passarinho
Amarelo e afrescalhado

Tem o Hulk esverdeado
Que custou muitos milhões
Ele grita feito louco
Berrando a plenos pulmões
Grita tanto quase engasga
Pois a calça nunca rasga
Fica apertando os culhões

E tem heróis bem machões
Menos o homem morcego
Amigado com um boyzinho
Com Robin tem aconchego
Mas só tem herói branquelo
Não tem herói amarelo
Sem falar que não tem nêgo

Tio Sam não dá sossego
Na cultural invasão
Na canção e no cinema
Polui a televisão
Homem Aranha, rock e clip
Free Willy, Zorro e Flip
E Van Dame o maricão

Stalone é um bundão
“Xuazineguer” outra bosta
No mundo tem tanto besta
Que aprecia e que gosta
É bala e tanta porrada
E o conteúdo é de nada
É nisso que se aposta

Alienar é a proposta
Empurrar ideologia
Fazer de bom o mocinho
Que é bandido da CIA
Que está ao lado do “bem”
A imagem que convém
Mostrada com simpatia

O Batman é uma “tia”
Super Man um tabacudo
Jerry Lewis um retardado
E Popeye é um chifrudo
Leva gaia da magrela
Vive brigando por ela
Com brutamontes barbudo

E como atrapalha o estudo
Ocupando a meninada
Viciada em TV
Vai ficando alienada
Consumindo porcaria
E no lixo se vicia
Vai ficando abestalhada

E por falar na negada
Michael Jackson o mané
Ficou branco feito talco
E com cara de “mulé”
É chegado à sodomia
Praticou pedofilia
Só não crê quem não quiser

Até quando se puder
Empurram o lixo insano
Mas existe quem combate
Como meu mestre Ariano
Da cultura brasileira
Vai levantando a bandeira
Contra o lixo americano

E piora a cada ano
A invasão cultural
No cinema até na dança
Na expressão musical
Abastardam o português
Com tanta coisa em inglês
Na prosódia nacional

E o babaca acha legal
“Milk Shake” de cultura
No mundo globalizado
É só essa a impostura
Tudo americanalhado
O resto todo esmagado
Dá nojo esta ditadura

Meu coração não atura
Resiste qual Dom Quixote
À imposição do gigante
Em nós querendo dar bote
Sou mais Monteiro Lobato
Mais que Disney um literato
Que nos legou grande dote

E aqui termino sem mote
Este versinho febril
Falando das fuleiragens
De americano imbecil
Viva minha gente brejeira
E a Cultura Brasileira
Sou muito mais meu Brasil!

 

Fonte: http://allancordelista.blogspot.com.br/2008/02/americanalhando.html

Vida para escrever

E como Machado de Assis refletiu e eternizou:

“Pensamentos valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda; não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer”

Ter um blog foi sempre um sonho até mesmo quando nem existia blog eu já tinha um.

Diariamente escrevia em um caderninho que era da minha vó de anotar receitas, depois comecei a escrever em um diário que ganhei quando fiz sete anos e depois nunca mais parei de escrever . Tinha um blog que não “bombava” mas, que tinha um certo fluxo de leitores – ele foi banido, hackeado ou eu de forma incompetente não consigo entrar com meu próprio e-mail e senha ( embora estou certa de que foi hackeado).

A escrita sempre foi uma viagem para dentro de mim; o outro mundo mais desconhecido que poderia explorar. Eu mesma. Uma criatura tão misteriosa, que até hoje com tantas viagens dentro do meu “EU” sempre encontro uma coisa nova.  Às vezes, até penso encontrar o “EU” dos outros  mas, depois quando reflito vejo que não tem como achar os outros dentro da gente mesmo que seja tão divertido brincar de achar. Bom, só pelas doidices que escrevo já deu para diagnosticar a minha loucura e deduzir que só presto para ser escritora mesmo.

Em todo caso,  mesmo com toda essa liberdade e falta de timidez que escrevo no começo e até hoje quando vou ler um poema meu, tenho a sensação que estou transando no meio de uma praça pública e as pessoas me apedrejando. E incrível como a gente se sente mal depois de produzir algo, o medo do julgamento é desesperador…mais desesperador até que o próprio julgamento.  No meu caso, não tenho dificuldade em lhe dar com crítica negativa, alias é muito bom receber uma porque se vê, que aquela pessoa está lendo criou uma empatia pelo texto e pelo seu trabalho e está julgando de forma justa. Embora, que se essa pessoa for uma pessoa “hater” ou similares que a internet está cheia de gente querendo odiar…você tem que respirar fundo e fazer um levantamento se a observação daquele ser humano faz sentido.

Afinal de contas bom senso é tudo e tudo é o que a gente não tem.

No fim das contas só queria dizer “Bitches, I am back!” – mas, uma escritora na área lutando pela vida no mundo paralelo do editorial brasileiro. Thanksgod chegou a Amazon com esse treco de publicação por e-book, qual estou procrastinando em fazer mesmo gostando da ideia, tecnologia revolucionando e salvando o mundo.